Actividade A da plataforma
Após várias tentativas infrutíferas para colocar a minha participação no quadro de discussão da plataforma, fica aqui o meu contributo.
"Na era da chamada sociedade da informação, na qual estamos inseridos, faz todo o sentido chamar a atenção para as questões relacionadas com o ensino a distância, não só na sua vertente informática, mas também por todos os outros meios de comunicação/informação. Entendo que não será só através da Internet, que o conhecimento chega até ao mais comum dos cidadãos. Contudo, quando se fala em e-learning na sua forma mais convencional, estamos a falar de ensino a distância através da Internet.
Para que possamos acompanhar as rápidas mudanças que a sociedade hoje atravessa, não devemos esperar que a Escola, na sua vertente mais tradicional, seja o único lugar onde se dissemina conhecimento. Isto cria desafios não só para os alunos, como também para os professores.
De uma forma geral, os alunos aderem facilmente a situações de e-learning. Contudo, é necessário que da parte do professor haja também um incentivo no seguimento das actividades de ensino a distância. No meu ponto de vista, aqui reside o maior obstáculo à implementação de e-learning nas nossas Escolas. Assiste-se a um entusiasmo inicial, pela parte dos professores (alguns!!), que rapidamente esmorece quando se tenta disseminar junto dos colegas e das instituições, uma forma diferente de transmitir conhecimento. Não basta a boa vontade de alguns “carolas” para poder mudar formas de pensamento que há muito estão ultrapassadas, mas que ainda oferecem resistência a novas formas de ensino.
Apesar de, pela parte dos alunos, haver uma maior aceitação da introdução das novas tecnologias no ensino, assiste-se também a um esmorecimento, devido não só à falta de incentivo dos professores, mas também da exigência dos currículos e da existência dos exames, isto no caso dos alunos do ensino secundário.
Na minha opinião, toda e qualquer mudança tem de ser feita pela base, portanto o publico-alvo ideal para iniciativas de e-learning são os alunos do 1º ciclo, de maneira a implementar novas formas de estudo desde os primeiros anos que passam na escola, já que todos sabemos da dificuldade de tentar mudar algo que já está estabelecido há demasiado tempo. Penso que a iniciativa dos campus virtuais, actualmente em curso, é um passo na direcção correcta, já que permite mudar alguns dos métodos de ensino aos quais estamos demasiadamente “agarrados”, iniciando assim uma mudança de todo desejável, não só a nível da população estudantil, como também da parte dos professores. Contudo, terá também de haver uma mudança nas políticas educativas a nível central, partindo sempre desde os primeiros anos de escolaridade até aos últimos níveis de ensino obrigatório. Isto requer, da parte dos diferentes governos, a efectiva reforma do sistema educativo, não apenas ajustes pontuais de maneira a tentar “agradar” a gregos e troianos. Também não devemos esquecer o problema da estabilidade do corpo docente das Escolas, de modo que as diferentes iniciativas não sejam apenas concretizadas em períodos de tempo curtos, das quais não se retiram resultados práticos.
Concluindo, devemos aproveitar o momento para introduzir mudanças no sistema de educação, no qual a educação a distância faz todo o sentido, já que permite uma gestão de aprendizagem de uma forma mais flexível, pela parte do aluno; mas, que implica uma maior quantidade e qualidade de apoio tutorial, pela parte do professor. Isto implica mudanças profundas na maneira de se ver a Escola, já que a sala de aula deixa de ser apenas um espaço físico, passando a existir também no plano virtual, não havendo restrições de espaço e de tempo (dentro de alguns limites, é claro). Haverá também uma mudança no papel tradicional dos professores, passando a agir mais como tutores do que apenas como meros transmissores de conhecimento. Muito mais haverá a dizer, espero também o vosso contributo para desenvolver esta salutar “discussão”."
Para que possamos acompanhar as rápidas mudanças que a sociedade hoje atravessa, não devemos esperar que a Escola, na sua vertente mais tradicional, seja o único lugar onde se dissemina conhecimento. Isto cria desafios não só para os alunos, como também para os professores.
De uma forma geral, os alunos aderem facilmente a situações de e-learning. Contudo, é necessário que da parte do professor haja também um incentivo no seguimento das actividades de ensino a distância. No meu ponto de vista, aqui reside o maior obstáculo à implementação de e-learning nas nossas Escolas. Assiste-se a um entusiasmo inicial, pela parte dos professores (alguns!!), que rapidamente esmorece quando se tenta disseminar junto dos colegas e das instituições, uma forma diferente de transmitir conhecimento. Não basta a boa vontade de alguns “carolas” para poder mudar formas de pensamento que há muito estão ultrapassadas, mas que ainda oferecem resistência a novas formas de ensino.
Apesar de, pela parte dos alunos, haver uma maior aceitação da introdução das novas tecnologias no ensino, assiste-se também a um esmorecimento, devido não só à falta de incentivo dos professores, mas também da exigência dos currículos e da existência dos exames, isto no caso dos alunos do ensino secundário.
Na minha opinião, toda e qualquer mudança tem de ser feita pela base, portanto o publico-alvo ideal para iniciativas de e-learning são os alunos do 1º ciclo, de maneira a implementar novas formas de estudo desde os primeiros anos que passam na escola, já que todos sabemos da dificuldade de tentar mudar algo que já está estabelecido há demasiado tempo. Penso que a iniciativa dos campus virtuais, actualmente em curso, é um passo na direcção correcta, já que permite mudar alguns dos métodos de ensino aos quais estamos demasiadamente “agarrados”, iniciando assim uma mudança de todo desejável, não só a nível da população estudantil, como também da parte dos professores. Contudo, terá também de haver uma mudança nas políticas educativas a nível central, partindo sempre desde os primeiros anos de escolaridade até aos últimos níveis de ensino obrigatório. Isto requer, da parte dos diferentes governos, a efectiva reforma do sistema educativo, não apenas ajustes pontuais de maneira a tentar “agradar” a gregos e troianos. Também não devemos esquecer o problema da estabilidade do corpo docente das Escolas, de modo que as diferentes iniciativas não sejam apenas concretizadas em períodos de tempo curtos, das quais não se retiram resultados práticos.
Concluindo, devemos aproveitar o momento para introduzir mudanças no sistema de educação, no qual a educação a distância faz todo o sentido, já que permite uma gestão de aprendizagem de uma forma mais flexível, pela parte do aluno; mas, que implica uma maior quantidade e qualidade de apoio tutorial, pela parte do professor. Isto implica mudanças profundas na maneira de se ver a Escola, já que a sala de aula deixa de ser apenas um espaço físico, passando a existir também no plano virtual, não havendo restrições de espaço e de tempo (dentro de alguns limites, é claro). Haverá também uma mudança no papel tradicional dos professores, passando a agir mais como tutores do que apenas como meros transmissores de conhecimento. Muito mais haverá a dizer, espero também o vosso contributo para desenvolver esta salutar “discussão”."

1 Comments:
At 12 de janeiro de 2005 às 22:57,
Elisa de Castro Carvalho said…
Como te compreendo! Depois de muito tentar lá consegui colocar o meu contributo na plataforma!
Em relação ao teu comentário, acredito que alguns alunos já se vão começando a interessar por estas questões do e-learning, mas é como tu dizes, se não houver uma grande motivação por parte do professor, dificilmente os alunos serão incentivados a participar neste género de actividades. Depois há ainda aqueles professores, os tais "carolas", que estão cheios de ideias novas mas que têm de enfrentar muitos obstáculos, nomeadamente a resistência por parte de superiores em aderir a novas formas de ensino. Quanto ao público-alvo, penso que os mais novos começam a estar mais sensibilizados para as novas tecnologias, mas como referiste e bem, devido aos currículos e outras exigências, uma situação de ensino a distância torna-se um "oásis" no deserto. Era bom que assim não fosse. A mudança e a inovação deveriam existir desde logo, desde o 1º ciclo como referiste, mas ainda há uma grande relutância por parte de quem está no governo, em querer dinamizar, actualizar, em suma, modificar o sistema educativo. E no fundo, estamos todos a precisar de uma grande mudança...
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