Tecnologia Educativa

sábado, janeiro 15, 2005

Blended Learning

Já todos vimos que a interacção social dos individuos, quando envolvidos num processo de aprendizagem, traz beneficios a essa mesma aprendizagem. Por isso, estar envolvido apenas e só no processo a distância não é suficiente para obter o sucesso desejado.
Portanto, temos que encontrar um meio termo de modo a conseguir atingir os objectivos a que nos propomos.
Nas pesquisas que efectuei, encontrei estes dois artigos que penso serem interessantes e que ilustram o conceito de blended learning.

http://www.e-learningcentre.co.uk/guide2elearning/3-2/
http://www.learningcircuits.org/2003/jul2003/rossett.htm

Learning Management Systems

Na última aula de Educação a Distância, tivemos a oportunidade de contactar com a nova plataforma de e-learning que irá ser implementada no âmbito do projecto Campus Virtual da Universidade do Minho.
Por ter ficado bastante satisfeito com a utilização desta plataforma, iniciei algumas pesquisas na Internet sobre LMS e encontrei um artigo que esfria um pouco o entusiasmo inicial que presenciamos na aula.
Este artigo pode ser lido no seguinte endereço: http://www.elearnspace.org/Articles/lms.htm
O titulo do artigo refere que os LMS são o local errado para iniciar a aprendizagem, já que estes, tal como existem hoje em dia não dão resposta a todos os elementos que são necessários num ambiente de aprendizagem, já que são úteis para algumas funções de aprendizagem, mas não contém tudo aquilo que um ambiente de aprendizagem deve comportar.
Os LMS não são o ponto fulcral de um programa de e-learning, mas apenas e só mais um instrumento do conjunto, onde também estão incluidos, entre outros, os blogs/portfolios, fóruns de discussão (que os LMS já têm) e espaços para colocação de artefactos de aprendizagem.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Actividade A da plataforma

Após várias tentativas infrutíferas para colocar a minha participação no quadro de discussão da plataforma, fica aqui o meu contributo.

"Na era da chamada sociedade da informação, na qual estamos inseridos, faz todo o sentido chamar a atenção para as questões relacionadas com o ensino a distância, não só na sua vertente informática, mas também por todos os outros meios de comunicação/informação. Entendo que não será só através da Internet, que o conhecimento chega até ao mais comum dos cidadãos. Contudo, quando se fala em e-learning na sua forma mais convencional, estamos a falar de ensino a distância através da Internet.
Para que possamos acompanhar as rápidas mudanças que a sociedade hoje atravessa, não devemos esperar que a Escola, na sua vertente mais tradicional, seja o único lugar onde se dissemina conhecimento. Isto cria desafios não só para os alunos, como também para os professores.
De uma forma geral, os alunos aderem facilmente a situações de e-learning. Contudo, é necessário que da parte do professor haja também um incentivo no seguimento das actividades de ensino a distância. No meu ponto de vista, aqui reside o maior obstáculo à implementação de e-learning nas nossas Escolas. Assiste-se a um entusiasmo inicial, pela parte dos professores (alguns!!), que rapidamente esmorece quando se tenta disseminar junto dos colegas e das instituições, uma forma diferente de transmitir conhecimento. Não basta a boa vontade de alguns “carolas” para poder mudar formas de pensamento que há muito estão ultrapassadas, mas que ainda oferecem resistência a novas formas de ensino.
Apesar de, pela parte dos alunos, haver uma maior aceitação da introdução das novas tecnologias no ensino, assiste-se também a um esmorecimento, devido não só à falta de incentivo dos professores, mas também da exigência dos currículos e da existência dos exames, isto no caso dos alunos do ensino secundário.
Na minha opinião, toda e qualquer mudança tem de ser feita pela base, portanto o publico-alvo ideal para iniciativas de e-learning são os alunos do 1º ciclo, de maneira a implementar novas formas de estudo desde os primeiros anos que passam na escola, já que todos sabemos da dificuldade de tentar mudar algo que já está estabelecido há demasiado tempo. Penso que a iniciativa dos campus virtuais, actualmente em curso, é um passo na direcção correcta, já que permite mudar alguns dos métodos de ensino aos quais estamos demasiadamente “agarrados”, iniciando assim uma mudança de todo desejável, não só a nível da população estudantil, como também da parte dos professores. Contudo, terá também de haver uma mudança nas políticas educativas a nível central, partindo sempre desde os primeiros anos de escolaridade até aos últimos níveis de ensino obrigatório. Isto requer, da parte dos diferentes governos, a efectiva reforma do sistema educativo, não apenas ajustes pontuais de maneira a tentar “agradar” a gregos e troianos. Também não devemos esquecer o problema da estabilidade do corpo docente das Escolas, de modo que as diferentes iniciativas não sejam apenas concretizadas em períodos de tempo curtos, das quais não se retiram resultados práticos.

Concluindo, devemos aproveitar o momento para introduzir mudanças no sistema de educação, no qual a educação a distância faz todo o sentido, já que permite uma gestão de aprendizagem de uma forma mais flexível, pela parte do aluno; mas, que implica uma maior quantidade e qualidade de apoio tutorial, pela parte do professor. Isto implica mudanças profundas na maneira de se ver a Escola, já que a sala de aula deixa de ser apenas um espaço físico, passando a existir também no plano virtual, não havendo restrições de espaço e de tempo (dentro de alguns limites, é claro). Haverá também uma mudança no papel tradicional dos professores, passando a agir mais como tutores do que apenas como meros transmissores de conhecimento. Muito mais haverá a dizer, espero também o vosso contributo para desenvolver esta salutar “discussão”."